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Acertos de uma Miúda

"I felt in love for a whisper, a demon, a torment. I felt in love for a madness."

De que vale não querer estar sozinho?

O que importa se não sou capaz de dizer metade das palavras bonitas que guardo para muitas pessoas, mesmo que faze-lo não dependa somente de mim? De que vale tentar pô-las para fora de si quando nem eu mesma sei o que dizer ou expressar? De que vale sentir, se não sei o que sinto? De que vale pensar, se os pensamentos, memórias, factos e acontecimentos me deixam louca? Se eu já sonhei, mas no fim acabou por ser pouco; se eu chamei e ninguém ouviu, amei mas em vão e chorei mas ninguém quis saber, de que vale não querer estar sozinho?

Eu (ainda) penso em ti

Não podes ter noção do que é dormir a pensar em ti e acordar a pensar em ti também. Como se já não bastasse a vergonha que sinto quando estás por perto, o meu coração tem também de acelerar sempre que falamos. Todas as músicas me lembram de ti, sem pedirem qualquer recordação antiga. Não são só os meus olhos que te veem, mesmo quando não estás presente; a minha cabeça também te idealiza sempre que tira um descanso. Eu vivo a falar o teu nome, sem que eu mesma dê por isso. Eu quero poder arrancar-te um sorriso, apesar de já o ter feito. Eu quero poder dizer-te que gosto de ti.

[Então, quando grito ninguém me ouve]

Portanto, eu amo quem não me ama mas não amo quem me quer bem. Apaixono-me por quem gosto menos e não preciso de quem me precisa. Exijo demais de mim, não me compreendo e possuo uma alma que não se sente bem onde quer que esteja, que tem saudade que algo que eu própria desconheço. Então, quando grito ninguém me ouve.

O intervalo

As coisas vão acontecendo. As pessoas desaparecem ou deixam de gostar de nós. Ou não nos entendemos, não nos entendem ou não as entendemos... Perdemos, erramos, magoamo-nos uns aos outros. O navio começa a rachar em alguns lugares, vários lugares. E quando o navio racha, o final é inevitável. No entanto, ainda há um momento em que as rachaduras se começam a abrir. E nesse momento nós tentamos compreender-nos.

E se...

Sou o tipo de pessoa fechada demais, não conto os meus problemas porque os prefiro guardar para mim. Tento compreender os outros mas não me compreendo. Espero algo da vida que nem sei o que é. Sou feliz e triste ao mesmo tempo. Sinto tudo mas não demonstro nada. Seguro lágrimas até não aguentar mais. Gosto de ajuda mas não gosto de ser ajudada. Sou o tipo de pessoa que deseja o impossível. O tipo de pessoa que quando chora, não sabe o que doí mais: ontem era saudade, hoje é dúvida, e amanhã, quem sabe, possa ser solidão. Há tantos motivos para entristecer. Mas eu encontrei alguém em quem pudesse confiar, eu deixei-a entrar e tiraram-na de mim. Eu precisava de uma amiga e ela magoou-me.

E se eu partisse agora? E se eu não andasse mais na rua, não sorrisse mais para estranhos simpáticos. Não atendesse os telefonemas de amigos, dos meus pais; se eu não respondesse às mensagens de texto dos meus amigos. Não me iria encontrar com mais ninguém, não tiraria mais duvidas nem procuraria mais certezas. Ninguém, jamais, voltaria a ouvir algo vindo de mim. E as musicas que passassem na rádio? Causariam angustia às pessoas a quem eu as tivesse mostrado. Ninguém voltaria a presenciar ataques de riso vindos de mim. O som da minha gargalhada seria calado para sempre. Nunca mais me iriam ouvir reclamar da vida, mas haverá alguém quer prefira ouvir-me reclamar a presenciar o som do meu silêncio?

Noite de feira

Eu quis e quero ligar a alguém. Contar o que aconteceu, e o quão significante foi para mim. Mas não há ninguém. Ninguém disposto a abrir mão do sono para ouvir minhas queixas. Ninguém que, por mais que eu tente explicar, irá perceber o que nem eu mesma consigo perceber. Então eu decidi escrever. No entanto, a escrita tem algo negativo: é feita através de conceitos poéticos. E a razão pela qual não se entende a poesia é porque não há nada para se entender, e a razão pela qual a maioria dos escritores escrevem é porque eles pensam que entendem. Não há nada para ser compreendido ou “recuperado”. É apenas escrita, textos. Textos escritos por alguém, num momento qualquer, e não com muita frequência. E hoje eu escrevo porque, agora, eu sinto a minha alma rasgada, só de recordar. Mas eu não posso odiar este hoje. A maioria dos dias do ano são insignificantes. Começam e terminam sem lembrança alguma. A maioria deles não tem impacto algum no percurso desta treta de vida. Hoje não. Eu estou tão feliz, mas tão triste também. Não sei o que sentir. Vivi iludida; acreditava que ainda não tinhas encontrado outra. Mas estava enganada, afinal, a parva aqui sou eu.

As pessoas apaixonam-se pelo jeito da outra pessoa. E eu sinto-me atraída por ele. Atraída pelo facto de demorar a piscar os olhos, pela maneira de caminhar, o facto de usar a camisa por fora das calças, o jeito do cabelo, o facto de suspirar no final de cada frase, da preguiça, o jeito de sorrir... e, por mais que eu queira e tente, eu não consigo explicar. Neguei tanta vez que não sentia nada, talvez para me mentalizar de que não sentia mesmo. Mas sinto, e porra se sinto! Eu não quero alguém que morra de amores por mim, só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, que me abrace. Não peço que gosto de mim tanto quanto goste dele. A fasquia já está tão baixa. Eu sinto que o destino já fez de tudo para que percebesses que talvez possa ser eu.

É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Não dá para traduzir o silêncio num encontro real entre nós. é difícil de contar. Eu olhei para para ele fixamente, por instantes, no primeiro dia. Esses momentos foram, e são, o meu segredo e a minha desgraça. Houve o que se chama de amor à primeira vistaI. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade, ou tristeza, no meu caso, porque não é correspondido. De qualquer maneira, nem há como saber.

 

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TAG: That's True?

Juro que passei mais tempo a tentar perceber como funciona esta TAG e qual o nome que deveria colocar (já vi vários), do que propriamente a responder à mesma. Agradeço á M* de Um Mar de Pensamentos por me ter nomeado.

 

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A TAG consiste em:

  • Listar 25 factos (20 verdadeiros e 5 falsos) sobre mim;

  • Indicar 10 blogues para responder à TAG. Cada blogue tem 6 oportunidades para tentar adivinhar os 5 factos falsos.

O prémio: O blogue que acertar os 5 factos (nas 6 oportunidades) terá direito a um post no blogue que o indicou, dedicado exclusivamente ao seu blogue. Se errar, será o blogue indicado (quem eu nomear) que terá de fazer um post sobre o blogue que o indicou. (continuo sem entender esta última frase)

O motivo: Ajudar a divulgar os blogues e dar a conhecer aos vários leitores, conhecermo-nos

um pouco mais e fazer amizade entre os blogueiros/as, quem sabe.

 

Não refiro aqui os factos que considero mentira da M* porque já o fiz num comentário do post.

 

25 Factos sobre mim:

  1. Nasci antes de 1996;
  2. Não como fast food;
  3. Sou filha única;
  4. Amo fotografar;
  5. Adoro acordar cedo;
  6. Já viajei para outro continente;
  7. Adoro assistir a séries;
  8. Não gosto de ler;
  9. Nasci em Portugal;
  10. Gostava de ser japonesa;
  11. Já apareci na televisão;
  12. Adoro crianças;
  13. As minhas bandas preferidas são: BMTH, ATL e Bastille;
  14. Odeio andar descalça;
  15. A minha cor favorita é o amarelo;
  16. Tenho curiosidade em experimentar drogas;
  17. Prefiro o Verão ao Inverno;
  18. Não vejo televisão;
  19. Odeio cor de rosa;
  20. Nunca usei batom;
  21. Odeio falar ao telemóvel;
  22. Não sei assobiar;
  23. Sou obcecada com a correcção linguística;
  24. Bebo muito café;
  25. Odeio dançar.

 

Blogs nomeados:

Um Mar de Emoções 

Cantinho da Andreia

Palavra de Escuteira 

Uma Carta fora do Baralho 

Aqui, sem ti 

Dentro de 4 Paredes 

A Nossa Vida 

More than Words 

Uma Espécie de Vida 

Síndrome de Peter Pan

 

As respostas serão colocadas em breve. 

Liebster Award

Olá! Então, fui nomeada para outro “Liebster Award” e devo agradecer à Filipa, de Crónicas de uma Psicóloga  por me ter nomeado. Apesar de já ter sido nomeada dia 22 deste mês, só agora é que tive disponibilidade para poder responder.

 

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  1. Escrever 11 factos sobre nós próprios;

  2. Responder às perguntas que nos colocaram;

  3. Nomear 11 blogues com menos de 200 seguidores;

  4. Fazer 11 perguntas aos autores dos blogues nomeados;

  5. Colocar a foto do Liebster award no post e respectiva tag;

  6. Enviar o link deste post a quem me nomeou.

 

1 . Escrever 11 factos sobre nós próprios:

  1.  Não gosto de músicas estilo Kizomba. Só ouço rock alternativo ou rock-punk;

  2. Sou o tipo de pessoa que “sofre em silêncio” porque acho que não existe ninguém que consiga entender algo sofre mim que nem eu consigo;

  3. Adoraria adotar uma criança;

  4. Odeio levar vacinas e chora assim que vejo uma seringa;

  5. Odeio estar entre multidões;

  6. Não gosto de gatos;

  7. Ao longo dos anos tenho notado que penso em excesso, e consequentemente, isso leva-me a pensa que há muitos que me odeiam;

  8. Consigo ser uma pessoa muito estranha, nomeadamente quando se trata de conhecer pessoas novas;

  9. Tenho uma biblioteca em casa, e não gosto de ler;

  10. Falo demasiado depressa e, como tal, às vezes só a minha irmã me entende;

  11. Preocupo-me demasiado com o que as pessoas possam pensar de mim, não o demonstrando. 

 

2 . Responder às perguntas que nos colocaram:

  1. Quais são os teus programas de televisão preferidos?

Então... Visto que é raro perder tempo a ver televisão, esta pergunta torna-se difícil. Mas talvez, programas de música, Em Contacto e XFactor USA/UK.

  1. O que pensas da Psicologia?

Psicologia? Algum tipo de ciência que estuda o estado de um individuo em particular, talvez. Talvez, e segundo o que penso, é uma espécie de “maneira” de nos fazer pensar um pensamento e repensa-lo.

  1. Quais são os teus "rituais" para te dar boa sorte?

É uma boa pergunta feita à pessoa errada. Acho que não tenho mesmo nenhum ritual para me dar sorte. E se tenho, nunca me apercebi ou pensei nisso.

  1. Se tivesses de escolher um qual escolhias: Falar com animais ou saber falar todas as línguas do planeta fluentemente? Porquê?

Essa é fácil. Falar todas as línguas do planeta fluentemente. Talvez falar com animais seria mais interessante, mas sempre me interessei muito por línguas. Aprender a saber falá-las todas para mais tarde poder dar uma volta ao mundo.

  1. As pessoas caracterizam-te sendo uma pessoa...?

Refilona. Sou muito refilona mesmo.

  1. Se a partir de agora só pudesses fazer uma coisa, qual seria?

Não percebi se a pergunta era para interpretar como “última coisa a fazer” ou só uma coisa para fazer o resto da vida, por isso vou responder às duas. Se for a primeira, seria experimentar drogas. Caso seja a segunda, acho que escolheria desenhar.

  1. Convidam-te para ir trabalhar para o estrangeiro. Tens que partir daqui a 2 dias. Aceitas? Porquê?

Aceito, mas dependia claro de qual seria o trabalho. Com 2 dias conseguia, perfeitamente, despedir-me de muita gente, e iria mudar a minha rotina completamente, o que seria perfeito.

  1. 3 coisas que gostarias de fazer nos próximos 3 anos.

Ir ao Japão, aprender a fazer surf, andar de balão de ar quente.

  1. Se te dessem apenas 50€ e te deixassem sozinha em Sevilha, o que fazias? P.s ( não podias voltar para Portugal).

Hm... Primeiro, acho que iria procurar alguém que ficasse comigo. Depois, com os 50€ ligava para os meus pais, para me irem buscar.

  1. O que farias se te visses sozinha, perdida, numa ilha ( aparentemente deserta? )

Não conseguia fazer grande coisa pois não sobreviveria muito tempo. Não sei fazer muito sozinha, muito menos numa ilha.

  1. Apple ou Android? eheheh

Gosto muito dos dois, mas talvez apple.

 

3. Nomear 11 blogues com menos de 200 seguidores:

Cantinho da Andreia

Aqui, sem ti

Where is my mind

O que fica por dizer

The dreams

Um mar de pensamentos 

Maria Margarida

O Principezinho 

Palavras de Escuteira

One-Size-Bed

A Framboesa

 

4. Fazer 11 perguntas aos autores dos blogues nomeados:

  1. Um medo ou uma curiosidade sobre o futuro.

  2. O que levas sempre contigo, não importa onde vás?

  3. O que farias com os teus “quinze minutos de fama”?

  4. Sites que visitas todos os dias?

  5. Uma declaração que te deixaria sem reação?

  6. Acreditas no Karma? Porquê?

  7. Uma coisa que te deixa com vergonha.

  8. Arrependes-te de algo que não fizeste?

  9. Se te apagassem a memória todos os dias, mas te pudesses lembrar de uma coisa, qual seria? Porquê?

  10. Acreditas na vida para além da morte? Porquê?

  11. 7 Coisas que querias muito que acontecessem?

 

Porquê, pai?

Talvez eu pense demais. Talvez eu sinta culpa do que não é culpa minha. Talvez eu esteja na rua e julgue sem conhecer. Talvez. Mas, de certeza, que isto não é culpa minha. Desta vez não fui eu que perdi o controlo de mim, não fui eu que me joguei para fora desta pista, não de prepósito. Já considerei a possibilidade de largar tudo, de deixar acontecer uma tragédia... Ou seja lá o que for. Mas não fui eu. Sabes, odeio o facto de que algum dia tudo isto se reduzirá a nada. Vamos acabar recheados de terra. Tudo isto é tão triste, tudo isto me leva a pensar que nada vale a pena. Diz-me, porquê que não permaneces naquilo que e faz bem? No que te mantem os pés firmes a algo? Porquê, pai? Por causa destas tuas “brincadeiras” eu deixei de dar valor aqueles jantares de família. Deixei de te conseguir olhar do mesmo modo. Espero que saibas que, durantes dias, perdi-me só para me tentar encontrar em alguém que eu não sou. Não entendes, aliás, ninguém entende o que sinto, muito menos o que senti quando descobri o que tens feito.