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Acertos de uma Miúda

"I felt in love for a whisper, a demon, a torment. I felt in love for a madness."

Sabes que mais?... Desisto.

Eu queria ser engraçada. Dizem que as pessoas se apaixonam por outras assim. Queria saber explicar melhor as coisas que provocas em mim, desde os medos até as curiosidades. Queria ser melhor, para mim ou para os outros mas sempre que tento aze-lo, desvio-me sempre do bom caminho. Queria, também poder entender-me melhor, mas não consigo, por isso, nem me esforço, eu não valho a pena. Talvez até valha, talvez nos dias pares, porque nos dias ímpares nem a minha sombra. Ou vice-versa, não sei se isto é uma regra, estou para descobrir. Queria ouvir mais música alternativa, a que dizem ser como cultura, queria ler livros mais clássicos, aqueles que todos lêem , ao invés de gastar tempo a ler os desconhecidos. Queria ter o ar de vencedora, demonstrar confiança mas eu só sei tremer de medo em silêncio. Queria ser metade, apenas metade, do que vês, metade do que os meus sonhos pedem e talvez um terço daquilo que as revistas dizem que as pessoas procuram em alguém, na dita cara metade. Tu não vês tudo o que eu escrevo, aliás, não vez nada. Acho que também queria falar-te, ao invés de te escrever, mas e a coragem? O que «sou», entre linhas, erros e correções, sorrisos tortos e amarelos, gostos trocados ou antigos, sou apenas eu a esconder-me de mim. Faz sentido sequer?