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Acertos de uma Miúda

"I felt in love for a whisper, a demon, a torment. I felt in love for a madness."

O que será de ti Julieta?

Ainda agora andava a vaguear no tumblr, e encontrei um poema, acho que lhe podemos chamar poema. Achei lindíssimo e tive do registar.

 

“Romeu não existe mais.

Casar-te com o amor de sua vida, agora é impossível,
os tempos mudaram, Julieta.

Aquelas cantigas singelas de amor,
tornaram-se vulgares e sem brilho.
Não encontrarás mais refúgio nesse mundo.

E as cartas?! Ah, Julieta…
Perderam destino no século XIX,
hoje refletem apenas graves erros, tanto ortográficos, quanto sentimentais.

Oh Julieta, peço-te perdão.
O mundo mudou e os pequenos detalhes estão sem valor.
Aconselho-te a voltar à era antiga,
pois com grande pesar é que lhe digo, perderam a essência do amor.”

 

Chamo-lhe ilusão

Não adianta chorar, derramar lágrimas, não adianta repetir para dentro inúmeras vezes “Hoje eu vou esquecer”, tentar desaparecer, ficar horas á espera de uma chamada, não adianta, tento acrediar. Não preciso de me preocupar, não é fácil mas, chega um momento em que me canso de esperar, de oferecer tanto e não receber nada, um momento em que paro de dar importância, esqueço  e pronto, lá estou tu a prestar atenção em outro alguém. Tenho de parar, apenas parar, não me preocupar, queria essa pessoa, mas não podemos ter tudo que queremos, uma hora o cansaço chega, a magia desaparece, a plateia levanta-se, as cortinas fecham-se e o espectáculo acaba. Há dores que duram mais que outras mas ambos sabemos que tudo é vário. Temporário. Ver é enganar, sonhar é acreditar, é normal não estar tudo normal. Ás vezes é difícil seguir o coração mas as lágrimas não significam que te estás a perder.

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Agora, restam as memórias

Ele desapareceu. Escolheu isso, e eu sinto-me mal. Sei que vai durar dias ou semanas, talvez meses. Depende. Posso procura-lo apenas para saber se continua bem, como se fosse da minha conta. Recebo respostas curtas e, como se fosse possível, fico a sentir-me ainda pior. Então, começo a aceitar que, talvez, o melhor seja mesmo deixa-lo em paz. Faço isso, e sinto-me péssima por mais uns dias. Recebo um choque da realidade. Dormir e saber que quando acordar, tudo estará da mesma forma. As pessoas não voltam, não quando eu preciso que voltem. Acabou, acontece.

Sinto-me bem, agora, sou outra pessoa. Nunca somos os mesmos após o fim e, quando a história se reinicia, jogamos com outras personagens. Ele resolve voltar. Agora não importa, eu também fiz escolhas, eu também existo, e eu sinto-me bem. Dou respostas curtas, devolvo o amor que me deu.

Talvez seja a hora de me deixar em paz, mas nunca fazem isso. Querem motivos e, eu dou: cansei. Nunca esperam que superemos a falta que nos fazem. As pessoas voltam com motivos inúteis depois de muito tempo e esperam encontrar aquilo que abandonaram. Boa sorte com a busca, procura nos cemitérios que enterram idiotas. O meu túmulo estará lá, bem junto do teu.

Quando a realidade decide aparecer

Sempre me disseram que eu deveria ser uma boa pessoa, fazer o melhor com do pior que recebesse. Ensinaram-me o significado do perdão, olhar para os outros com compaixão. Pediram-me para manter sempre o sorriso e a cabeça erguida, independentemente da força com que a vida me batesse. Disseram-me que o melhor remédio após uma queda é levantar-me, e provar que sou forte o suficiente para seguir em frente, por mais terrível que fosse o terreno.

Mas esqueceram-se de me dizer que as pessoas gostam de quem tudo perdoa, e erram sem pensar duas vezes, magoam como se nada fosse mudar. Esqueceram-se de dizer que me irei desculpar muitas vezes durante a vida, e nem sempre o meu perdão será aceite. Poderiam ter me dito que ser a melhor pessoa em qualquer situação, me ia colocará numa fase fria e escura, até preferir estar morta. Esqueceram-se de dizer que me levantar, às vezes é loucura, e o melhor a fazer é poupar-me de esforços inúteis. Esqueceram-se de me dizer que as pessoas estão sempre de partida, que continuar a sorrir pode ser mais doloroso que derrubar até a última lágrima. Apenas me fizeram acreditar que o mundo seria melhor se eu também o fosse. Mas não é.

Mais um dia

A parte negativa de escrever: as pessoas irão me ver como alguém que as pode entender, e muitas vezes, eu não irei querer dizer nada além do que está escrito. Bloqueio. Eu não escrevo para me entenderem, ou para entender os outros. Não faço força para ser compreendida, só expresso o que vem dentro de mim por palavras. Não procuro sentimentos inexistentes nem momentos que não vivi, apenas escrevo com intensão de anotar o que sinto.As mesmas histórias cansam-me, as pessoas raramente acrescentam algo novo. Podem se ter esquecido de como reiniciar e não aprendem em como transformar os corações de lata em algo que não polua o mundo.

 

Ás vezes tenho vontade de lhes gritar aos ouvidos que sou apenas outra pessoa comum, num apartamento completamente desarrumado, estragado, velho e confuso, que me arrasto nos meus próprios medos. Gosto daquelas que me fazem gostar deles do jeito que são. Depois existem outros, aqueles a quem eu comparo a uma tocha, que se acende no momento certo, iluminando as nossas vidas e aquecendo as nossas almas. Mas como tudo, também existem os que queimam a qualquer momento, tentando mostrar-se úteis quando nem percebem que fazem do mundo uma espécie de cinzeiro.

Pensamentos Melancólicos

Querido eu,

Odeio-te, és fraco, mereces dor, és imperfeito, nunca vais ser bom o suficiente. Espero que morras.
 
Não sou a 1ª escolha de ninguém, nem a favorita. Mesmo que me digam que sou importante ou que significo bastante, sei que há sempre alguém a quem preferem, a quem escolhem acima de mim. E isso dói... Dói tanto! Apesar de a minha dor demonstrar alegria, como se nem existisse, não é de todo algo de bonito ou poeta.
 
A vida é demasiado injusta, não tem lógica sequer. É tão difícil, triste, deprimente mas no fim o destino é o mesmo. No fim, todos morremos, certo?
Há sempre algo que temos medo de dizer, alguém a quem tenhamos medo de amar ou algures onde tenhamos medo de ir. Mas se incomoda, então é porque importa.
 
Almas gémeas?
Acredito que existam, não todas no termo romântico mas há sempre aquele alguém que entra nas nossas vidas, aquele com quem criamos mais confiança, aqueles que sabemos que o que existe não é uma coisa típica, mas a verdade é que nem esse tal de alguém vai ser sempre "significante". Pode ser um amigo, irmão ou apenas um conhecido mas nunca ninguém aguenta até ao fim.
 
Queiramos ou não, como sobrevivemos, é o que faz de nós quem somos.

Nada de amor por hoje, talvez

Não falo mais de amor, pelo menos não hoje, não no próximo texto.

 

Surgiram outras coisas, problemas maiores, pessoas melhores, ou talvez, aquele desgaste que vai tomando conta de mim, aquela preguiça de correr atrás de quem não quer ser alcançado. Aquele “me poupe”? segui mesmo esse conselho, estou me a poupar. Estou a guardar as palavras mais doces, para quem for doce comigo, estou a descansar o coração para deixa-lo pronto para disparar por quem não faça com que ele doa, estou até a ensaiar o meu melhor sorriso.

 

Sei que tudo na minha vida, a partir de um certo momento, poderia ter acontecido de maneira diferente se eu tivesse feito escolhas diferentes, e isso tem me magoado profundamente porque estou claramente arrependida das escolhas feitas. Das palavras ditas, das mensagens trocadas. Incrível como depois de tudo o que eu vivi, algumas pessoas ainda têm o dom de superar a capacidade de me magoar...

 

Disse que não falava de amor, eu sei, mas é que tenho sempre de falar, na esperança de que ele ouça e apareça num destes dias que nada nos prometem!

 

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Conversas do café: Desabafo #4

Acho que se passaram cerca de oito dias desde a última vez que cá vim. Tentei vir mais cedo, mas simplesmente não deu. Falta de tempo, paciência... Tudo.

Sei que só me queixo, só reclamo, nunca estou feliz com a vida mas não posso dizer que sim, só mesmo por dizer que sim. Estaria a mentir se dissesse que estou feliz, que me sinto bem, comigo e com o mundo, que estou bem... Quando não estou.

 

Não sei o que me preocupa mais: o facto de passar dias sem me perceber a mim própria, sem saber que estado de espirito possuo, sem sequer perceber o que vai na minha cabeça, ou o facto de já alguns andarem a reparar que não estou bem. Nunca fui de demonstrar sentimentos, não gosto, não quero. De que vale tentar explicar-me para alguém que nem dá a mínima? Nada.

 

Acho que até tenho medo de me perceber, já não me conheço. Antigamente, conseguia esconder bem o que sentia, agora, não. Estou triste e não dou conta, demonstro infelicidade e não me apercebo.

Espero, sinceramente, que passe rápido, porque esta não sou eu.

Conversas do café: Desabafo #3

Incomoda-me tudo, até mesmo as pequenas coisas. O facto de entre nós raramente surgir assunto de conversas, é uma das coisas que mais me incomoda. Admiro imenso quando tentas mante-la mas como é obvio, acaba sempre e era preferível ficarmos a falar durante horas e horas.

 

Ganho nervosismo quando me mandas mensagem, mas minutos depois já me sinto à vontade. Coro quando me chamas ‘amorzinho’ ou quando dizes que me amas, mesmo sendo na brincadeira. Não vou mentir, gostava que fosse verdade, mas nada começa com nada certo?

Quero acreditar que se continuarmos assim, poderemos dar-nos bastante melhor, quero acreditar que poderei falar contigo acerca de tudo, quero acreditar que poderei confiar a 100%... Muita ilusão, mas continuo a querer.

 

Não me vou importar de chorar noites a fio se não me falares um dia, não me vou importar de ficar triste um dia ou outro por ver o que não queria ver, não me vou importar se me chateares... Vou-me importar se tudo isto acabar de um dia para o outro. Sempre tenho algo que me faça manter a esperança.

Se soubesses o estado em que fico quando leio uma simples mensagem tua, um simples “heeeey” como costumas mandar, o estado em que fico quando dizes que queres que vá ter contigo... Assustavas-te!

 

Muitos dizem que foi o destino, mas isto foi algo mais que o destino, mais que uma mera coincidência, foi uma escolha. Não quero nem pensar em como seria se não tivéssemos mantido o contacto, se tivesses desistido, não quero nem pensar em como estaria hoje, sem pensar que daqui a umas horas, possivelmente, iremos falar. Por isso, não penso, não posso mesmo.

 

O futuro é tão incerto! Tudo o que está para lá do ‘amanhã’ é incerto, e obriga-me a viver um dia de cada vez. Mas te garanto que visitar-te, ver-te, estar contigo, abraçar-te... estão incluídos nos meus planos futuros.  

 

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