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Acertos de uma Miúda

"I felt in love for a whisper, a demon, a torment. I felt in love for a madness."

Sabes que mais?... Desisto.

Eu queria ser engraçada. Dizem que as pessoas se apaixonam por outras assim. Queria saber explicar melhor as coisas que provocas em mim, desde os medos até as curiosidades. Queria ser melhor, para mim ou para os outros mas sempre que tento aze-lo, desvio-me sempre do bom caminho. Queria, também poder entender-me melhor, mas não consigo, por isso, nem me esforço, eu não valho a pena. Talvez até valha, talvez nos dias pares, porque nos dias ímpares nem a minha sombra. Ou vice-versa, não sei se isto é uma regra, estou para descobrir. Queria ouvir mais música alternativa, a que dizem ser como cultura, queria ler livros mais clássicos, aqueles que todos lêem , ao invés de gastar tempo a ler os desconhecidos. Queria ter o ar de vencedora, demonstrar confiança mas eu só sei tremer de medo em silêncio. Queria ser metade, apenas metade, do que vês, metade do que os meus sonhos pedem e talvez um terço daquilo que as revistas dizem que as pessoas procuram em alguém, na dita cara metade. Tu não vês tudo o que eu escrevo, aliás, não vez nada. Acho que também queria falar-te, ao invés de te escrever, mas e a coragem? O que «sou», entre linhas, erros e correções, sorrisos tortos e amarelos, gostos trocados ou antigos, sou apenas eu a esconder-me de mim. Faz sentido sequer?

Chamá-los-emos monumentos de lembranças

Okey, apareci outra vez. Com mais queixas, criticas, reclamações, lembranças ou histórias, obvio. Não vou culpar a falta de tempo pela minha ausência, é injusto ser sempre o mesmo protagonista. Desta vez, diremos que foi a falta de paciência que me bloqueou as ideias, ou algo a que lhe posso chamar. A falta de paciência, a necessidade de perceber tudo e todos que me rodeiam, a minha maneira de tentar mentalizar o meu corpo de que nem todos são mais que eu... Não seria mais fácil se, ao invés de ser-mos lembrados e baralhados pelo que somos, sê-lo pelas coisas que fazemos? Elas importam mais que tudo. Mais que aquilo que dizemos, mais que a nossa aparência. As coisas que fazemos sobrevivem-nos. São como os monumentos que as pessoas constroem como homenagem aos heróis depois de morrerem. So que, em vez de pedra, são feitas de lembranças que as pessoas têm de nós. por isso os nossos atos são como os monumentos, com a única diferença de que são construídos com memórias, não pedras.

Discurso confuso, talvez o mais confuso até agora, mas oi uma das conclusões que consegui tirar num mês de quase descanso total.