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Acertos de uma Miúda

"I felt in love for a whisper, a demon, a torment. I felt in love for a madness."

Porque a espera elouquece

E aqui estou eu novamente, em frente ao computador, pronta para escrever algo que me tem vindo a fazer confusão ultimamente. Tenho uma amiga, ela tem um «namorado», e uso «» porque acho que nem ela sabe o que deve chamar aquela relação. Eles não falam, não reagem quando estão perto, parecem estranhos, e isso mexe demasiado com o meu cérebro.

 

Não são ciúmes, sinto necessidade de o dizer e reforçar, não é como se eu quisesse ser ela, porque não é. Apenas me fazem confusão as atitudes deste género com casais deste género. Eu, que me tenho sentido tão sozinha ultimamente, que não conseguimos ver um filme onde aparece um casal ou apenas fotos, que acabo por me perguntar algo como «qual o meu problema?», dava este mundo e o outo para ter alguém que gostasse de mim pelo que sou... E muitos que o têm, não aproveitam.

Espero. Espero todos os dias, mas esperar faz-me ficar louca, porque a espera enlouquece. Esperar para dormir, para acordar, para morrer ou saber quanto mais se vive… acabo louca e talvez eu esteja louca ou então apenas demasiado só. E não percebo o porquê de pessoas com algo que eu desejo há muito ter, são egoístas o suficiente para só olharem o próprio umbigo. A espera deles acabou, e nem deram conta.

Individualismo

O meu professor de história confunde muito a matéria com filosofia, sendo que, cerca de 70 porcento do tempo de aula, gasta-o a citar «frases feitas» como lições de vida, como se fossemos aprender algo útil. Na última aula o tema baseou-se em torno do individualismo.

 

Ontem, por volta das 4 da tarde decidi ir dar uma volta. Por incrível, não fui a única a pensar faze-lo, porque no parque onde parei, estavam cerca de 5 ou 6 pessoas, ok. Fiquei atónita quando percebi que nenhum falava, não por não conseguir falar mas sim por estarem «agarrados» ao telemóvel. Realmente, os hábitos mudam. Já não me lembro bem da última vez que visitei um parque e não me deparei com uma situação destas, e se me lembro de algo, então não sei e aconteceu mesmo ou se foi pura imaginação.

 

Como é que eu posso não ser tão antissocial se o mundo onde vivo esta cada vez mais individualista?!

Sou um bicho decepcionado

 Já nem na minha melhor amiga posso confiar. Triste não é? Até ela mudou comigo. Não percebo o porquê de todos o fazerem agora, não percebo o porquê de todos terem necessidade de me apontar o dedo pela minha maneira de pensar. Não acho que seja um bicho tão mau quanto o que me descrevem. Apenas não percebo. Não percebo o porquê de tudo isto não poder ser tão fácil como alguns textos, como alguns filmes ou aquelas histórias mais sérias que podem acabar com um final triste mas mais feliz que isto. Só eu sei o quanto quero e desejo, todos os dias, poder dormir e acordar como se nada fosse, nada tivesse acontecido, como se nunca tivesse batido com a cabeça na porta da minha vida. Se hoje eu me fecho para o mundo, é porque um dia me abri demais. Não culpo ninguém, excepto a mim própria. Eu deixei-me ferir, eu deixei-me ser levada ao ponto de não conseguir voltar. Agora sou um bicho assustado, não mau, assustado. Não tenho medo do que possa vir, mas sim das pessoas que agora cá estão, dos sentimentos que nelas fazem morada. Possuí tantos sentimentos, que trasbordei. Não me sobrou nada, nada, ninguém, nem um sentimento. Não me permito a sentimentos, que não possuo. Não os forço. Não sorrio por obrigação, não amo por obrigação, não odeio por obrigação, nem faço amizades por obrigação. Recuso-me a ser obrigada a sentir. Podem tentar, escreve-me poemas, cantar-me canções, ler-me livros, encher-me de mimos até não mais. Se não gosto, não gosto. Simples. Não sei se hei de considerar como um defeito, talvez não. Posso compara alguém que me decepciona a algo que já teve um contorno definido, que já foi nítido mas que perdeu a nitidez. Sou assim, tudo ou nada, oito ou oitenta. Isto tudo porque aquela a quem eu pensei poder confiar tudo, mostrou-me que estava enganada.

Proibido proibir-me de sentir pena de mim

Quão triste soa ter pena de ter pena de mim? Já nem eu me percebo, talvez nem queira mesmo perceber. Talvez...

Talvez eu esteja neste momento em frente a um espelho, a olhar para os meus olhos vermelhos de tato chorar, e a perguntar-me em que momento me tornei este tipo de pessoa que chora sozinha e não tem para quem ligar quando não se sente bem. O tipo de pessoa que não recebe um abraço, daqueles que sufocam, dos verdadeiros. O tipo de pessoa que tem como melhor amigo o lápis e o papel. Não sei, mas acho que mesmo que soubesse não mudaria uma coisa, nem se pudesse voltar atrás no tempo. Talvez eu goste de ser «sozinha». Não é qualquer sentimento que esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer ou esgotados de esperar que alguém faça algo, esgotados de viver sempre a mesmice coisa.

Ser «sozinho» não significa solidão. Não. Solidão não falta de alguém para conversar, passear, namorar. Não é o sentimento que obtemos pela ausência de alguém que não pode voltar mais. Não é o retiro voluntário ao qual nos impomos para realizar algo. Não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsivamente para que revejamos aquilo que já alguma vez vivemos. Não é um vazio de pessoas ao nosso lado. É sim quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão por quem somos ou já fomos.

Um novo hábito para adquirir

Já deveria estar a dormir, mais ou menos mas tenho dormido pouco, penso demais quando vou supostamente «descansar».

Vim contar uma das piores partes do meu dia, não só de hoje, mas principalmente porque é o que me lembro mais vagamente... Fui almoçar ao café, costumo ir quando não me apetece ficar na escola. Hoje foram dois amigos meus, um com quem tenho mais afinidade e outro ao qual posso referir apenas como «conhecido». Às vezes quero acreditar que esse meu dito de amigo não mede o que diz, ou não pensa no que vai dizer, antes de o dizer. Insulta qualquer um, a mim principalmente. Pode não ser por maldade, quero acreditar que não o é, mas magoa!

Não demonstro mas eu também fico triste, não sou de ferro. Também choro de noite, embora acorde sempre com um sorriso no rosto, tenho aquela maneira cliché de sorrir quando nem preciso de fingir um sorriso, mesmo não querendo. Sorriso amarelo, só para mostrar, ou tentar, que sou forte. Tenho vontade de cortar laços, desfazer amizades e afastar-me, afastar-me principalmente desses que passam o dia a insultar-me, mas sei que vou ter saudades de qualquer maneira, então tento ao máximo ficar no meu canto, não desfazendo nada. Chega um ponto que qualquer coisinha, a mais pequena, me insulta porque tudo o que é demais cansa, e eu estou claramente cansada.

2015 e fim de férias

Acho que ainda não venho tarde para desejar um bom ano a todos, que este seja melhor que o anterior e que possam realizar tudo aquilo que deixaram para trás em 2014. Ainda é difícil de acreditar que já estamos em 2015!

Tenho esperança que este ano me corra melhor que o ano passado, não que tenha sido mau, nada disso, apenas pequenas coisas. Pelo menos comecei o ano com uma boa noticia, um dos cantores que mais gosto irá começar uma tour e quiçá se não virá a Portugal!

Outro assunto mais triste… As férias estão praticamente no fim, para aqueles que contam o fim de semana como férias e não apenas como fim de semana… Não descansei completamente nestas últimas duas semanas mas quando mais cedo começar o segundo período, mais cedo acaba. Mas é obvio que preferia acordar umas horitas mais tarde, do que acordar ás sete da manhã.

Para além de desejar um ótimo ano a todos, desejo também uma continuação de um ano escolar.

Beijinhos