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Acertos de uma Miúda

"I felt in love for a whisper, a demon, a torment. I felt in love for a madness."

Agora sinto como se tudo isto fosse culpa minha

Acabava o dia e ela queixava-se. Queixava-se do que a suposta amiga fazia, dizia, da dependência que pensava possuir sobre, não só ela, mas todos os outros. E eu não me continha. Dependência nunca foi algo que me fascinasse. Não suporto ter de depender das pessoas, não mesmo. Ninguém nasce colado a ninguém. Mesmo que eu não goste de caminhar sozinho, sei que é melhor do que caminhar ao tentar equilibrar a velocidade e os passos de outro alguém. Porém, não me devia importar tanto com os problemas que não são meus. Tal como chamar alguém de gordo não me torna mais magra, chamar alguém de burro também não me torna mais inteligente e tudo o que eu deveria fazer era resolver os meus problemas. Porque agora sinto como se a culpa fosse minha. E magoa tanto. Faz odiar-me mais a mim própria e eu não quero mais isso. Estou farta de me sentir como lixo. Mesmo quando os problemas não me atraem, eu atraio os problemas...

Teorias da psicóloga

É revoltante o facto de a minha psicóloga conseguir falar de mim mais do que eu. Diz que engulo o choro, disfarço o medo e finjo que nada me atinge. Quando tenho que, e me permito chorar, ninguém pode ver. Diz que tenho medo da felicidade porque já assisti a demasiada tristeza. Diz que tenho medo do que demonstra ser verdadeiro porque eu não demonstro sentimento. É revoltante o facto de eu não saber muito desta vida, mas ter o privilégio de saber como as decepções a podem mudar. Diz que eu tenho um bom coração. Tenho um bom coração por apoiar mesmo os que mentem, enganam, traem e ainda assim andam com a consciência tranquila como se nada fosse. Isso é porque eu sou manipulada por mim. Porque eu tenho aquela mania de pensar que se eu posso fazer de maneira diferente, os outros também podem. Porque eu sinto que sou culpada de tudo, e jamais consigo ficar chateada com alguém.

TAG: 7 Coisas

Primeiramente quero agradecer à Carta Fora do Baralho por me ter desafiado para esta Tag. Algumas questões como ‘coisas que mais digo’ e ‘coisas que faço bem’ foram um pouco difíceis mas acho eu ficou algo de bem feito. Let's get started!

 

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7 coisas para fazer antes de morrer:

1. Tocar num iceberg;

2. Escrever um livro;

3. Fazer parte de uma flash mob;

4. Pintar o cabelo de lilás;

5. Ir ao Japão;

6. Ser hipnotizada;

7. Inventar uma palavra que entre no dicionário.

 

7 coisas que mais digo: 

1. What;

2. Ew;

3. Ok;

4. Não sei;

5. Hmm;

6. Tenho sono;

7. Same.

 

7 coisas que faço bem: 

1. Tostas mistas (idk);

2. Levantar-me cedo;

3. Estudar;

4. Complicar as coisas simples;

5. Dormir;

6. Concentrar-me em coisas completamente estupidas;

7. Escolher músicas.

 

7 coisas que não faço bem:

1. Gerir o tempo;

2. Guardar dinheiro;

3. Exercício físico;

4. Ser paciente;

5. Lidar com a pressão;

6. Afastar-me das relações;

7. Limpezas.

 

7 coisas que me encantam:

1. Inverno

2. Viajar

3. Pessoas engraçadas / simpáticas

4. Sonhar

5. Ler

6. Cidades (principalmente de noite)

7. Estilos clássicos.

 

7 coisas que amo: 

1. Noite;

2. Pastilha elástica;

3. Música;

4. Beethoven;

5. Desenhar;

6. Filmes de drama e ficção cientifica;

7. Escrever.

 

7 coisas que não gosto: 

1. Verão / calor;

2. Injustiças;

3. Falsidade;

4. Insectos;

5. Pessoas egocêntricas e interesseiras;

6. ‘Novo’ acordo ortográfico;

7. Sentir-me a mais.

 

7 blogs que eu indico: 

O que fica por dizer

The Dreams

Please be Good

O silêncio de uma vida

Palavra de Escuteira

One-Size-Bed

Cem-noites

Medo como desculpa

O medo não é uma boa desculpa, é a desculpa que todos usam. Afastam-se por medo, isolam-se por medo, fogem por medo. Eu não. Prefiro ficar no meu canto, quietinha, solitária, ausente do mundo... do que interagir com pessoas, obrigar-me a gostar de alguém que passo a vida inteira sem descobrir quem realmente é. Mas não por medo. As pessoas apenas me esvaziam e eu preciso de sair novamente para me voltar a encher. Sou como uma coleccionadora de ‘quases’ e ‘senãos’, que se sente solitária no meio da multidão. Alguém impossível de entender, mesmo entrando na minha mente.  Alguém que vê todas as manhãs os mesmos fantasmas que na noite anterior teriam assassinado o meu próprio orgulho. Só quero dormir por mil anos, ou simplesmente não existir. Não estar ciente da minha existência, ou algo parecido. Só quero que acabe.

Que dor falta sentir?

Não tinha por hábito carregar este rosto que carrego hoje. Triste, de olhos completamente vazios, lábios tão habituados a sorrisos forçados. Não tinha por hábito possuir estas mãos sem força, paradas, frias e mortas. Também não tinha por hábito possuir este coração encolhido, que nem se dá ao trabalho de se mostrar. A verdade é que, mesmo não dando conta desta mudança, tão simples, tão fácil, ela aconteceu. Não sei em que espelho fiquei perdida. Nem sei como realmente me sinto, é tudo uma grande mistura de ansiedade, tristeza, orgulho, medo, saudade… está tudo tão confuso cá dentro! Se me perguntarem como estou não saberei responder, porque não sei como estou. Sinto-me como se fosse nada e isso destrói-me completamente.  

Incógnita insignificante

Acho que sou um erro da natureza, um pequeno desastre capaz de alcançar a magnitude de uma bomba atômica… Não alcanço a felicidade tal como a felicidade não me alcança a mim. Ontem foi o baile de carnaval lá na escola, e tudo o que sentia á uns tempos atrás, voltou. Não foi por assim o desejar, não foi por vontade nem curiosidade. Não foi algo planeado nem premeditado, foi um sentimento. Não foram os olhos, nem os sorrisos, não foi a maneira de andar ou de se vestir, foram as palavras, todas elas. Foram as atitudes e as lembranças. Foi saudade e uma urgência daquilo que nunca tive, mas como se já tivesse tido antes. O problema é que penso ser uma incógnita insignificante no meio da equação e isso é desastroso porque confunde a mente ao complicar a conta e então, torna-se uma perda de tempo. E eu não quero. A minha vida já é feita de idas, sem voltas, já tenho o coração aberto e meus sonhos nas costas…

Porque a espera elouquece

E aqui estou eu novamente, em frente ao computador, pronta para escrever algo que me tem vindo a fazer confusão ultimamente. Tenho uma amiga, ela tem um «namorado», e uso «» porque acho que nem ela sabe o que deve chamar aquela relação. Eles não falam, não reagem quando estão perto, parecem estranhos, e isso mexe demasiado com o meu cérebro.

 

Não são ciúmes, sinto necessidade de o dizer e reforçar, não é como se eu quisesse ser ela, porque não é. Apenas me fazem confusão as atitudes deste género com casais deste género. Eu, que me tenho sentido tão sozinha ultimamente, que não conseguimos ver um filme onde aparece um casal ou apenas fotos, que acabo por me perguntar algo como «qual o meu problema?», dava este mundo e o outo para ter alguém que gostasse de mim pelo que sou... E muitos que o têm, não aproveitam.

Espero. Espero todos os dias, mas esperar faz-me ficar louca, porque a espera enlouquece. Esperar para dormir, para acordar, para morrer ou saber quanto mais se vive… acabo louca e talvez eu esteja louca ou então apenas demasiado só. E não percebo o porquê de pessoas com algo que eu desejo há muito ter, são egoístas o suficiente para só olharem o próprio umbigo. A espera deles acabou, e nem deram conta.

Individualismo

O meu professor de história confunde muito a matéria com filosofia, sendo que, cerca de 70 porcento do tempo de aula, gasta-o a citar «frases feitas» como lições de vida, como se fossemos aprender algo útil. Na última aula o tema baseou-se em torno do individualismo.

 

Ontem, por volta das 4 da tarde decidi ir dar uma volta. Por incrível, não fui a única a pensar faze-lo, porque no parque onde parei, estavam cerca de 5 ou 6 pessoas, ok. Fiquei atónita quando percebi que nenhum falava, não por não conseguir falar mas sim por estarem «agarrados» ao telemóvel. Realmente, os hábitos mudam. Já não me lembro bem da última vez que visitei um parque e não me deparei com uma situação destas, e se me lembro de algo, então não sei e aconteceu mesmo ou se foi pura imaginação.

 

Como é que eu posso não ser tão antissocial se o mundo onde vivo esta cada vez mais individualista?!

Sou um bicho decepcionado

 Já nem na minha melhor amiga posso confiar. Triste não é? Até ela mudou comigo. Não percebo o porquê de todos o fazerem agora, não percebo o porquê de todos terem necessidade de me apontar o dedo pela minha maneira de pensar. Não acho que seja um bicho tão mau quanto o que me descrevem. Apenas não percebo. Não percebo o porquê de tudo isto não poder ser tão fácil como alguns textos, como alguns filmes ou aquelas histórias mais sérias que podem acabar com um final triste mas mais feliz que isto. Só eu sei o quanto quero e desejo, todos os dias, poder dormir e acordar como se nada fosse, nada tivesse acontecido, como se nunca tivesse batido com a cabeça na porta da minha vida. Se hoje eu me fecho para o mundo, é porque um dia me abri demais. Não culpo ninguém, excepto a mim própria. Eu deixei-me ferir, eu deixei-me ser levada ao ponto de não conseguir voltar. Agora sou um bicho assustado, não mau, assustado. Não tenho medo do que possa vir, mas sim das pessoas que agora cá estão, dos sentimentos que nelas fazem morada. Possuí tantos sentimentos, que trasbordei. Não me sobrou nada, nada, ninguém, nem um sentimento. Não me permito a sentimentos, que não possuo. Não os forço. Não sorrio por obrigação, não amo por obrigação, não odeio por obrigação, nem faço amizades por obrigação. Recuso-me a ser obrigada a sentir. Podem tentar, escreve-me poemas, cantar-me canções, ler-me livros, encher-me de mimos até não mais. Se não gosto, não gosto. Simples. Não sei se hei de considerar como um defeito, talvez não. Posso compara alguém que me decepciona a algo que já teve um contorno definido, que já foi nítido mas que perdeu a nitidez. Sou assim, tudo ou nada, oito ou oitenta. Isto tudo porque aquela a quem eu pensei poder confiar tudo, mostrou-me que estava enganada.

Proibido proibir-me de sentir pena de mim

Quão triste soa ter pena de ter pena de mim? Já nem eu me percebo, talvez nem queira mesmo perceber. Talvez...

Talvez eu esteja neste momento em frente a um espelho, a olhar para os meus olhos vermelhos de tato chorar, e a perguntar-me em que momento me tornei este tipo de pessoa que chora sozinha e não tem para quem ligar quando não se sente bem. O tipo de pessoa que não recebe um abraço, daqueles que sufocam, dos verdadeiros. O tipo de pessoa que tem como melhor amigo o lápis e o papel. Não sei, mas acho que mesmo que soubesse não mudaria uma coisa, nem se pudesse voltar atrás no tempo. Talvez eu goste de ser «sozinha». Não é qualquer sentimento que esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer ou esgotados de esperar que alguém faça algo, esgotados de viver sempre a mesmice coisa.

Ser «sozinho» não significa solidão. Não. Solidão não falta de alguém para conversar, passear, namorar. Não é o sentimento que obtemos pela ausência de alguém que não pode voltar mais. Não é o retiro voluntário ao qual nos impomos para realizar algo. Não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsivamente para que revejamos aquilo que já alguma vez vivemos. Não é um vazio de pessoas ao nosso lado. É sim quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão por quem somos ou já fomos.