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Acertos de uma Miúda

"I felt in love for a whisper, a demon, a torment. I felt in love for a madness."

Um novo hábito para adquirir

Já deveria estar a dormir, mais ou menos mas tenho dormido pouco, penso demais quando vou supostamente «descansar».

Vim contar uma das piores partes do meu dia, não só de hoje, mas principalmente porque é o que me lembro mais vagamente... Fui almoçar ao café, costumo ir quando não me apetece ficar na escola. Hoje foram dois amigos meus, um com quem tenho mais afinidade e outro ao qual posso referir apenas como «conhecido». Às vezes quero acreditar que esse meu dito de amigo não mede o que diz, ou não pensa no que vai dizer, antes de o dizer. Insulta qualquer um, a mim principalmente. Pode não ser por maldade, quero acreditar que não o é, mas magoa!

Não demonstro mas eu também fico triste, não sou de ferro. Também choro de noite, embora acorde sempre com um sorriso no rosto, tenho aquela maneira cliché de sorrir quando nem preciso de fingir um sorriso, mesmo não querendo. Sorriso amarelo, só para mostrar, ou tentar, que sou forte. Tenho vontade de cortar laços, desfazer amizades e afastar-me, afastar-me principalmente desses que passam o dia a insultar-me, mas sei que vou ter saudades de qualquer maneira, então tento ao máximo ficar no meu canto, não desfazendo nada. Chega um ponto que qualquer coisinha, a mais pequena, me insulta porque tudo o que é demais cansa, e eu estou claramente cansada.

2015 e fim de férias

Acho que ainda não venho tarde para desejar um bom ano a todos, que este seja melhor que o anterior e que possam realizar tudo aquilo que deixaram para trás em 2014. Ainda é difícil de acreditar que já estamos em 2015!

Tenho esperança que este ano me corra melhor que o ano passado, não que tenha sido mau, nada disso, apenas pequenas coisas. Pelo menos comecei o ano com uma boa noticia, um dos cantores que mais gosto irá começar uma tour e quiçá se não virá a Portugal!

Outro assunto mais triste… As férias estão praticamente no fim, para aqueles que contam o fim de semana como férias e não apenas como fim de semana… Não descansei completamente nestas últimas duas semanas mas quando mais cedo começar o segundo período, mais cedo acaba. Mas é obvio que preferia acordar umas horitas mais tarde, do que acordar ás sete da manhã.

Para além de desejar um ótimo ano a todos, desejo também uma continuação de um ano escolar.

Beijinhos 

Will Wright e os The Sims 4

Voltámos aos Sims 1 ou Sims 2? Nada de Sims 3. Não sei se agradeça ao Will Wright pela qualidade dos gráficos, ou se lhe mande um mail a implorar para que melhore o jogo.

Eu cheia de esperanças, antes de experimentar o jogo, e agora que já o experimentei e testei, não totalmente porque há coisas mesmo difíceis de encontrar/fazer no mesmo, estou meio que desiludida. Não me dou bem com o modo de construção, é algo que «não devia ser usado por todos, apenas artistas Simistas» (simistas?!). Mas nem tudo é mau, o jogo em sim é óptimo.

É bom que sejam lançados packs de expansão, uma vez que não posso informar nem o Will Wright nem Jeff Braun das minhas reclamações.

the-sims.pngThe-Sims-4-Wallpaper-Image-Picture.jpg

 

 

 

Have a Very Bloggy Christmas

Tenho estado um pouco ausente, e como consequente só agora é que vi que fui nomeada para o desafio “Have a Very Bloggy Christmas”. Venho um pouco tarde mas o que conta é a intenção.

Antes de responder a qualquer pergunta, agradeço à Motionless, Remains the Mess por me ter nomeado para tal.

 

Regras:

  • Agradecer e divulgar o blog que te nomeou;
  • Responder às doze questões;
  • Nomear doze bloggers que queres que realizem esta tag.

 

As perguntas:

 

   1. Árvore de Natal artificial ou natural?

Artificial. Que me lembre, nunca tive nenhum Natal com uma árvore natural. Seria interessante para o ano…

 

   2. Natal com neve ou sol?

Com neve, claro! Onde moro, nunca nevou no Natal o que acaba por ser um pouco triste uma vez que, pelo menos para mim, a neve é algo que faz parte desta época.

 

   3. Esperar pela manhã ou abrir os presentes à meia-noite?

Nunca abri os presentes de manhã portanto vou optar pela meia-noite. Cá em casa sempre houve o hábito de abrir os presentes à meia-noite. Quando era mais nova costumava jogar jogos de cartas com os meus tios, ou Monopoly, e sempre que ganhasse, tinha direito a abrir uma prenda… Foram tempos.


   4. Qual o filme que adoras ver nesta altura?
Sozinho em casa, sem dúvida. Já é como tradição. Não o 5, que estreou este Natal na TVI se não estou em erro. Sozinho em casa é com o famoso Kevin McCallister


   5. Cânticos de Natal nos shoppings: sim ou não?

Talvez. Depende muito do meu estado de espirito no dia em questão. Há dias em que adoro sair à rua e ouvir músicas de Natal, mas em demasia cansa um pouco.  


   6. Qual o uniforme que usa no dia de Natal? Pijama ou veste toda bonita?

Gostei do “veste toda bonita”, mas acho que nem uma coisa nem outra. Sempre me lembro de comprar roupa para estriar no dia 25 de Dezembro, mas nunca visto nada muito formal. Nada de vestidos.
 

   7. Qual a sua comida de Natal preferida?
Sinceramente, não sei. Acho que me fico pelos doces, depois do jantar.  

 

   8. O que quer receber neste Natal?

Okay, visto que venho tarde, já recebi os meus presentes. Não tinha pedido nada pela simples razão de não saber o que queria por isso deixei ao critério dos meus pais.

 

   9. Planeia antecipadamente os presentes ou é à última da hora?

Última da hora. Depende do que preciso mais ou do que quero mais.

 

   10. Veste de Pai Natal?
Nunca o fiz. Nem pretendo fazer.

 

   11. Qual é a sua música favorita de Natal?
“All I want for Christmas” ou “Do they know it’s Christmas time”, sem dúvida.

 

   12. Onde vai passar o Natal este ano?
Onde passei, visto que já passou. Em casa dos meus tios.

 

Os nomeados, (suponho que alguns já tenham respondido, mas visto que é regra, tenho de nomear) :

Valem Palavras 

Um Mar de Pensamentos

A Melhor Amiga da Barbie

Casinha de Chá

Uma Família Dramática

Contos da Menina-mulher

A Book and a Cup of Tea

Womanyzing

Amora Perfumada

Pensamentossoltos

Sofia Margarida

Bata & Batom

Sabes que mais?... Desisto.

Eu queria ser engraçada. Dizem que as pessoas se apaixonam por outras assim. Queria saber explicar melhor as coisas que provocas em mim, desde os medos até as curiosidades. Queria ser melhor, para mim ou para os outros mas sempre que tento aze-lo, desvio-me sempre do bom caminho. Queria, também poder entender-me melhor, mas não consigo, por isso, nem me esforço, eu não valho a pena. Talvez até valha, talvez nos dias pares, porque nos dias ímpares nem a minha sombra. Ou vice-versa, não sei se isto é uma regra, estou para descobrir. Queria ouvir mais música alternativa, a que dizem ser como cultura, queria ler livros mais clássicos, aqueles que todos lêem , ao invés de gastar tempo a ler os desconhecidos. Queria ter o ar de vencedora, demonstrar confiança mas eu só sei tremer de medo em silêncio. Queria ser metade, apenas metade, do que vês, metade do que os meus sonhos pedem e talvez um terço daquilo que as revistas dizem que as pessoas procuram em alguém, na dita cara metade. Tu não vês tudo o que eu escrevo, aliás, não vez nada. Acho que também queria falar-te, ao invés de te escrever, mas e a coragem? O que «sou», entre linhas, erros e correções, sorrisos tortos e amarelos, gostos trocados ou antigos, sou apenas eu a esconder-me de mim. Faz sentido sequer?

Chamá-los-emos monumentos de lembranças

Okey, apareci outra vez. Com mais queixas, criticas, reclamações, lembranças ou histórias, obvio. Não vou culpar a falta de tempo pela minha ausência, é injusto ser sempre o mesmo protagonista. Desta vez, diremos que foi a falta de paciência que me bloqueou as ideias, ou algo a que lhe posso chamar. A falta de paciência, a necessidade de perceber tudo e todos que me rodeiam, a minha maneira de tentar mentalizar o meu corpo de que nem todos são mais que eu... Não seria mais fácil se, ao invés de ser-mos lembrados e baralhados pelo que somos, sê-lo pelas coisas que fazemos? Elas importam mais que tudo. Mais que aquilo que dizemos, mais que a nossa aparência. As coisas que fazemos sobrevivem-nos. São como os monumentos que as pessoas constroem como homenagem aos heróis depois de morrerem. So que, em vez de pedra, são feitas de lembranças que as pessoas têm de nós. por isso os nossos atos são como os monumentos, com a única diferença de que são construídos com memórias, não pedras.

Discurso confuso, talvez o mais confuso até agora, mas oi uma das conclusões que consegui tirar num mês de quase descanso total.

O que será de ti Julieta?

Ainda agora andava a vaguear no tumblr, e encontrei um poema, acho que lhe podemos chamar poema. Achei lindíssimo e tive do registar.

 

“Romeu não existe mais.

Casar-te com o amor de sua vida, agora é impossível,
os tempos mudaram, Julieta.

Aquelas cantigas singelas de amor,
tornaram-se vulgares e sem brilho.
Não encontrarás mais refúgio nesse mundo.

E as cartas?! Ah, Julieta…
Perderam destino no século XIX,
hoje refletem apenas graves erros, tanto ortográficos, quanto sentimentais.

Oh Julieta, peço-te perdão.
O mundo mudou e os pequenos detalhes estão sem valor.
Aconselho-te a voltar à era antiga,
pois com grande pesar é que lhe digo, perderam a essência do amor.”

 

Chamo-lhe ilusão

Não adianta chorar, derramar lágrimas, não adianta repetir para dentro inúmeras vezes “Hoje eu vou esquecer”, tentar desaparecer, ficar horas á espera de uma chamada, não adianta, tento acrediar. Não preciso de me preocupar, não é fácil mas, chega um momento em que me canso de esperar, de oferecer tanto e não receber nada, um momento em que paro de dar importância, esqueço  e pronto, lá estou tu a prestar atenção em outro alguém. Tenho de parar, apenas parar, não me preocupar, queria essa pessoa, mas não podemos ter tudo que queremos, uma hora o cansaço chega, a magia desaparece, a plateia levanta-se, as cortinas fecham-se e o espectáculo acaba. Há dores que duram mais que outras mas ambos sabemos que tudo é vário. Temporário. Ver é enganar, sonhar é acreditar, é normal não estar tudo normal. Ás vezes é difícil seguir o coração mas as lágrimas não significam que te estás a perder.

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Agora, restam as memórias

Ele desapareceu. Escolheu isso, e eu sinto-me mal. Sei que vai durar dias ou semanas, talvez meses. Depende. Posso procura-lo apenas para saber se continua bem, como se fosse da minha conta. Recebo respostas curtas e, como se fosse possível, fico a sentir-me ainda pior. Então, começo a aceitar que, talvez, o melhor seja mesmo deixa-lo em paz. Faço isso, e sinto-me péssima por mais uns dias. Recebo um choque da realidade. Dormir e saber que quando acordar, tudo estará da mesma forma. As pessoas não voltam, não quando eu preciso que voltem. Acabou, acontece.

Sinto-me bem, agora, sou outra pessoa. Nunca somos os mesmos após o fim e, quando a história se reinicia, jogamos com outras personagens. Ele resolve voltar. Agora não importa, eu também fiz escolhas, eu também existo, e eu sinto-me bem. Dou respostas curtas, devolvo o amor que me deu.

Talvez seja a hora de me deixar em paz, mas nunca fazem isso. Querem motivos e, eu dou: cansei. Nunca esperam que superemos a falta que nos fazem. As pessoas voltam com motivos inúteis depois de muito tempo e esperam encontrar aquilo que abandonaram. Boa sorte com a busca, procura nos cemitérios que enterram idiotas. O meu túmulo estará lá, bem junto do teu.

Quando a realidade decide aparecer

Sempre me disseram que eu deveria ser uma boa pessoa, fazer o melhor com do pior que recebesse. Ensinaram-me o significado do perdão, olhar para os outros com compaixão. Pediram-me para manter sempre o sorriso e a cabeça erguida, independentemente da força com que a vida me batesse. Disseram-me que o melhor remédio após uma queda é levantar-me, e provar que sou forte o suficiente para seguir em frente, por mais terrível que fosse o terreno.

Mas esqueceram-se de me dizer que as pessoas gostam de quem tudo perdoa, e erram sem pensar duas vezes, magoam como se nada fosse mudar. Esqueceram-se de dizer que me irei desculpar muitas vezes durante a vida, e nem sempre o meu perdão será aceite. Poderiam ter me dito que ser a melhor pessoa em qualquer situação, me ia colocará numa fase fria e escura, até preferir estar morta. Esqueceram-se de dizer que me levantar, às vezes é loucura, e o melhor a fazer é poupar-me de esforços inúteis. Esqueceram-se de me dizer que as pessoas estão sempre de partida, que continuar a sorrir pode ser mais doloroso que derrubar até a última lágrima. Apenas me fizeram acreditar que o mundo seria melhor se eu também o fosse. Mas não é.